Patrono

Teatro Taborda (1895)

Com uma actividade cultural com mais de cem anos foi fundado por um grupo de escalabitanos, na sua maioria empregados no comércio, que entenderam transformar o antigo picadeiro de José de Paiva num espaço de cultura, cuja herança de cento e dez anos, nos honra poder manter e dar continuidade.
Desde logo, tomou o nome de um grande nome do teatro português, que nas suas digressões permaneceu vários meses em Santarém e contracenou com elementos do teatro amador local.

Busto Actor Taborda Francisco Alves da Silva Taborda nasceu em Abrantes a 8 de Janeiro de 1824. Ainda criança foi para Lisboa entregue aos cuidados de familiares. Trabalhou como aprendiz numa tipografia da capital. Fez-se sócio de um pequeno teatro, denominado "O Timbre", situado na Rua do Arco. Neste espaço, estreou-se em "O Diplomata". Prosseguiu a sua actividade numa segunda produção "Mazélia". Entretanto, o tipógrafo Motta, seu patrão, adoptou um barracão anexo à tipografia que destinou a uma sala de teatro, a que chamou Teatro do Ginásio Site Externo..

Taborda estreou-se na abertura do Teatro do Ginásio, a 16 de Maio de 1846 num melodrama de César Perim de Lucce, intitulado "Os Fabricantes de Moeda Falsa".
Afastado da cena devido às agitações revolucionárias da época, vai a Paris, a expensas de D. Fernando II, onde contactou com o teatro francês.Regressou ao Teatro do Ginásio em 1852, destacando-se na interpretação do "Misantropo". Os periódicos da época relatam o sucesso obtido neste trabalho.

A sua carreira fez-se essencialmente neste teatro de Lisboa, tendo trabalhado uma época no D. Maria I, duas épocas no Teatro da Trindade, em diversas participações temporárias nos restantes teatros de Lisboa, do Porto e em diversos teatros da província, como o Teatro Rosa Damasceno, ou seja, o teatro de Santarém (1884).

Sendo concedido pelo Rei uma honrosa reforma, viveu os últimos dias de vida em Lisboa, no 2º andar, do nº 76, da Rua do Diário de Notícias, onde veio a falecer, no dia 5 de Março de 1909.

De acordo com um periódico da época, foi vontade de Taborda nunca retirar das vitrinas "as coroas que lhe tinham sido offertadas em tantas noites de glória, e não desejava que no seu athaude fossem depostas corôas ou flôres".

 

top