Veto - Sinopse:

“Não se Ganha! Não se Paga!”

Estreia 9 de Março 2012

cartaz

 

Ficha Técnica

  • Encenação: José Ramos
  • Elenco: Ana Gargaté, Angelina Madeira, Pedro Marcos, Eliseu Raimundo, Nuno Domingos, Francisco Selqueira, António Júlio, Mário Marcos
  • Multimédia: Pedro Marcos
  • Desenho de Luz: Francisco Cercas
  • Desenho de Som: Nuno Salvador
  • Montagem de Cena: José Jordão
  • Contra Regra: Mário Marcos, Luís Coelho
  • Fotografia: São Marecos.
  • Duração: 120’
  • Classificação: p/ TODOS
  • Local: Teatro Taborda (Círculo Cultural Scalabitano)

sinopse

Em NÃO SE GANHA, NÃO SE PAGA, a sátira nasce da tragédia no centro da história está a desgraça, familiar e social, do desemprego, e a reacção violenta aos duros factos da humilde vida quotidiana de seres correctos e respeitadores das normas. Ela, Antónia, está desempregada há alguns meses; ele, João, é o perário numa fábrica ameaçada pela iminência da deslocalização. A situação está a tornar-se insuportável quando Antónia assiste e acaba por participar no roubo, levado a cabo por donas de casa como ela, de um supermercado. O produto do roubo tem de ser escondido do marido que - prefere morrer de fome a fazer alguma coisa contra a lei - e claro, da polícia,dando origem a um jogo de enganos de grande comicidade.

a peça

Um olhar mordaz e irónico sobre os problemas de uma sociedade na qual os menos favorecidos são os mais penalizados.
A crueza da realidade é demonstrada pelo jogo do absurdo e da comicidade. Uma peça que nos ajuda a reflectir sobre a actualidade que vivemos.
Dá que pensar que uma comédia “de intervenção” escrita há trinta e oito anos permaneça actual e pertinente.

o autor

Dario Fo, nascido em Sangiano - Itália (24.03.1926) é dramaturgo, actor, encenador, com vastíssima obra publicada e representada em todo o mundo. Embora formado em arquitectura desde jovem ligou-se ao teatro nunca mais o deixando. Prémio Nobel da Literatura em 1997.

sempre actual

Eça de Queirós escreveu em 1872:
“Nós estamos num estado comparável apenas à Grécia: a mesma pobreza, a mesma indignidade política, a mesma trapalhada económica, a mesma baixeza de carácter, a mesma decadência de espírito. Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se em paralelo a Grécia e Portugal.”
(in As Farpas)

 

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